Sonhos: O Que A Palavra Diz

sonhos

Creio em sonhos. Creio, não porque cai no misticismo, mas porque habito no místico dessa existência. Creio, porque há abundância de suas manifestações nas Escrituras. Creio, posto que por mediações desse canal, o Eterno se revelou e fatos notórios foram demonstrados aos homens ao longo de toda história humana.

Creio porque no primórdio da revelação divina, uma marca, uma insignia nos corações foi estabelecido. Uma fala sapiençal já nos foi registrado: “ Deus fala de um modo, sim, de dois modos, mas o homem não atenta para isso. Em sonho ou em visão de noite, quando cai sono profundo sobre os homens, quando adormecem na cama, então, lhes abre os ouvidos e lhes sela a sua instrução, para apartar o homem do seu designio e livrá-lo da soberba…” (Jó 33.14-17)

Creio, pela perplexidade que tais manifestações causavam nos antigos, pela credibilidade que denotavam de homens e mulheres ávidos por uma explicação a sonhos que os deixavam confusos. Entenderemos isso se lermos o livro de Gênesis, o livro de Daniel e alguns livros históricos do antigo pacto.

Quando falo de sonhos, falo das manifestações tais como figuras, símbolos, lugares, coisas, personagens estranhos ou não, que nos ocorrem em um estado de dormência, onde todas as nossas volições estão sujeitas e submissas à essas “produções”, sem que tenhamos total controle sobre elas.

Não falo de sonhos que um por estado de deficiência, carência, e profundo desejo de acalentar os  nossos caprichos, são produzidos pelo eco de nossa alma vazia, como pulsão latente de nosso egoísmo. Vemos esse exemplo no vernáculo de Isaías quando dizia e abordava a respeito dos inimigos de Israel, pelo o “sonho” de acabar com Israel. “Será também como o faminto que sonha, que está a comer, porém, acordando, sente-se vazio; ou como o sedento que sonha que está a beber, porém, acordando, eis que ainda desfalecido se acha, e a sua alma com sede; assim será toda a multidão das nações, que pelejarem contra o monte Sião. “

Alguns exemplos abordo aqui, de sonhos notáveis onde denotavam algum aspecto, circunstâncias que homens e mulheres viveram. Quem lembra do sonho de Abimeleque, onde Deus apareceu a ele em uma noite, cuja noite estava preparada para se apossar de Sara, mulher de Abrãao? De forma bem contundente e firme, Deus o reprova e o ameaça de morte. E o sonho de Jacó, que na sua fuga encontra refúgio em uma pedra, tornando-a como travesseiro e ali mesmo teve o mais assombrante e glorioso sonho, de uma escada cujo topo atingia o céu, pelo qual anjos de Deus subiam e desciam por ela e ouve do próprio Deus a revelação magnífica da extensão da sua descendência.

E o que falar também  do sonho de José, cujo aspecto é tão mal entendido e ensinado de forma tão rude e grosseira. O que se ouve por ai a fora é que o sonho de José, deliberasse de si mesmo um desejo de ser maior do que os seus irmãos. Partindo de seus próprios desejos de tomar toda glória para si…e ainda acrescentam: “Você deve como sonhar como José!”. Ledo engano. O seu sonho partira e era oriundo unicamente de Deus, cujo desenrolar histórico apontava para um próposito supremo, longe das conveniências e venetas humanas.

Faltaria tempo de falar do sonho do padeiro e do copeiro de Faraó, donde as suas sinas revelaram-se em sonhos tão agudos. O próprio Faraó sonhara algo pertinente a um conjunto de fatos históricos. O pedido feito por Salomão a Deus, em um sonho onde a Graça e Sabedoria se revelara a ele tão meiga e terna. O sonho do profeta Daniel registrado em sua profecia no capítulo 7, é o típico sonho de esclarecimentos escatólogicos donde relata a suma de todas as coisas, bem como a organização e a desogarnização de alguns impérios. E tudo isso em um sonho!

E aí você pergunta, isso aconteceu somente no Antigo Testamento? Não! Já no príncipio do Evangelho vemos a mão de Deus guiando o fato mais marcante para história da humanidade. O nascimento do Cristo. E nesse contexto aparece a figura angelical a Maria, contado-lhe as boas novas de que no seu ventre abrigaria o LOGOS Eterno. Mas encontrava-se ela num dilema circunstancial. O preparo para o casamento com José geraria nela uma infâmia posto que do nada apareceria grávida pelo Espírito Santo! Uma loucura para os olhos judaico da época. Mas pra encurtar, José ponderava essas coisas no coração e aí pelo respeito e amor que devotara a Maria, deixou-a secretamente.

Então José sonha! E neste um anjo do SENHOR falaria do abrigo e da tabernaculação do Cristo Jesus.Logo depois na demanda de informações requerida pelo Herodes acerca do menino, os magos do Oriente quando reconhecem a Realeza e a Divindade do Menino Cristo, é nos dito o texto sagrado que “ por divina advertência prevenidos em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho…”

E mais uma vez na fuga para o Egito, o anjo do SENHOR aparece a José em sonho ordenando-lhe a sua ida ao Egito para ali permanecer até a morte de Herodes. Tendo este morrido, mais uma vez um anjo do SENHOR aparece a José, e como? Em sonho! Agora ordenando-lhe a sua volta para a Terra de Israel. Só que havia um problema, Arquelau reinava na Judéia no lugar de seu pai Herodes, e aí temeu ser o filho pior ainda do que o pai. E o que aconteceu nesse episódio? Mais uma vez “por divina advertência prevenido em sonho” retirou-se para as regiões da Galiléia. Veja que a vinda do Messias aqui foi permeada de fatos guiados por sonhos e mais sonhos.

Existem dois pólos extremos da coisa: O primeiro, é que a modernidade bem como o produto dela torna o homem seco, vazio de alma e sem percepções espirituais, daí o fato de algumas modernas mentes não credibilzar sonhos, não aceitando que por tais ações a alma grita, a alma cobra e adverte-os.

O outro pólo é no entanto a supervalorização de qualquer que seja o sonho, atribuindo-lhes qualquer interpretação e contextualização do que tal sonho possa representar na vida. Assim as pessoas romantizam os sonhos. Se sonhar com o gato preto miando na sua sala, ja decodifica como um malogro ao próximo dia…E por aí vai. Há um texto no Pentateuco que diz: “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio,  E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los;  Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.” (Deut. 13).

Bem, termino aqui nessa breve reflexão sobre sonhos…Que o SENHOR seja Aquele que nos guia sempre, atentando sempre o Ele nos diz em sua Palavra, ou usando os recursos da nossa alma falando a nossa consciência sempre fundamentado no que já nos foi revelado.

Em sã consciência(rsrs),

                      Mário Celso

A Graça de Não Pensar Elevada-mente

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Quando Paulo rogava aos irmãos de Roma, rogava com amor e sentimento de Cristo. Rogava pela misericórdia de Deus, rogava para que os seus corpos fossem oferecidos como sacríficios vivo, santo e agradável a Deus. Isso é um Culto. Um forma cultíca de viver constantemente oferecendo-se como oferta de aroma agradável.

Isso os levavam a viver de tal forma que nesse processo de serviço voluntário de holocaustos de volições e sentimentos os tornavam a não viver em conformidade com os padrões desse Século mau, vigente, midiático.

E não vivendo conforme os padrões configurados pela sociedade carregadas de vícios e perversões, o apóstolo nos apresenta uma metamorfose do nosso entendimento para a perfeita experiência da vontade de Deus.

Paulo continua afirmando que a Graça que foi dada a nós, compele-nos a uma submissão de mente, humildade profunda, reverência com o próximo. Aqui está o ponto central de toda o serviço cristão, cujos corpos se colocam como sacrifícios vivos…

“Pois pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um…”

Aqui está a graça de não pensar elevada-MENTE. Quando a graça me é concedida, isso é pra todos e não para alguns,temos alguns princípios básicos de um viver conforme essa dádiva recebida.

Não pensar de si mesmo além do que convém é não se estimar exageradamente, ser vaidoso ou arrogante. É aquilo que o sábio Salomão afirmou “comer muito mel não é bom; assim, procurar a própria honra não é honra” (Pv. 25.27). A busca da honra de si mesmo que não tem no seu semelhante uma imagem honrosa. Se é graça que nos foi concedida, esse favor imerecido de Deus, jamais excederá em orgulho e presunção a minha consciência em detrimento da posição do meu irmão.

Aqui Paulo usa um termo grego “phroneô” que ilustra o exercitar a mente de forma que ela se alimente por um sentimento elevado e consequentemente ter a sua opinião sempre disposta a não considerar a opinião de outro. Isso é terrível, quando a minha opinião sobressai o bom senso, o amor, e a consideração, simplesmente para alimentar as venetas e pulsões do meu saber e das minhas predisposições mentais reprováveis.

Para o antídoto desse comportamento, Paulo reforça a idéia de PENSAR COM MODERAÇÃO. Se para comer, beber devemos ter moderação, por que não para pensar? Mas o pensar aqui não é usar de minhas faculdades mentais de forma sadia. Não, o pensar aqui é ter uma opinião opressora, é ter uma atitude particular ofensiva, é alimentar a idéia de saber, considerar e dispor a minha consciência sempre elevada em relação aos demais.

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Se eu sei, se eu penso, se eu analiso ou pondero em relação ao meu próximo, que eu o faça com moderação, sobriedade conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Eu tenho uma medida, você tem a sua, consideremos portanto uns aos outros.

Pense com moderação nisso!

Com amor e sobriedade,

Mário Celso na primeira postagem de 2012

Os Astrólogos, e O Divino

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Jesus nasce e a busca-indagação dos magos vindo do Oriente para Jerusalém, faz tornar todos da cidade perplexo.Os astrólogos vindo provavelmente da Pérsia ou da Arábia trazia além de suas bagagens, algo espetacular que denotavam brilho em suas almas. A esperança de encontrar o Rei dos Judeus.

Sempre me chamou muita atenção, esse toque “mágico” do Novo Testamento, referindo-se à ação de homens vindos de uma outra cultura, de uma outra realidade espiritual, de uma outra consciência, fora da realidade judaica de ser, porém que coletivamente os fizeram sair de suas terras afim de abraçar e se prostrar ante  a Majestade daquele que é Rei não só de um povo,mas de todos povos e raças.

 

“Vimos a sua Estrela no Oriente”, era essa a temática de busca daqueles magos. Ora a Estrela que eles avistaram era diferente das demais comtempladas por eles, posto que a Estrela teve a mobilidade espacial de guiá-los e conduzi-los até Jerusalém.Algumas teorias modernas afirmam que a conjunção de planetas tornaram-na visível no firmamento mundo oriental de então. Teorias a parte, mas o Divino estava encarnando-se no micro espaço da humanidade pela qual a Sua misericórdia e amor brilhava longe dos círculos da obviedade ,fora da compreensão religiosa acachapante dos judeus  que jamais aceitariam o fato de que a Revelação messiânica da Estrela de Jacó não se tornara iluminadora para escribas e fariseus.

Eles Partiram depois de ouvirem um relato de um alarmado rei que contagiado pela enérgica e maligna força do poder, impactado e panicado pelo temor de perda do trono real se gaba de inquiridor da revelação para supostamente e perversamente ir também adorar-matar ao menino.

Eles partiram, seguindo o Guia que apascentará ao povo de Israel conforme revelado em  profecia. Alegram-se e com  grande intenso júbilo denuncia que a astrologia com todas as suas mecânicas de percepções sensoriais e espirituais se rendem perante aquEle que rege o universo e seus multiversos.

Entram na casa e já a família sagrada não se encontravam mais na estrebaria,prostram-se, adoram e  abrem os tesouros do coração:Ouro, a Realeza infinita que se une ao finito-real; Incenso e mirra, a exuberante adoração numa fragrância flagrante da alma que se rende ao Príncipe da Paz.

Com Amor,

Mário Celso

AINDA QUE...

“Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança.” Salmista Davi.

Uma das marcas da vida de Davi é a confiança plena. Cercado de inimigos como era, e de pessoas que a qualquer custo queria o seu sangue, exércitos inteiros buscando a sua cabeça, Davi não se entregava aos medos e pavores da milita. Dos horrores de guerra e de pessoas horrorosas para o exterminar.

Havia nele essa certeza… “O SENHOR é a minha Luz e a minha Salvação; de quem terei medo?” Qual o mortal o faria ter pavor? Qual a circunstância o faria perder a certeza de que a Luz de Deus não o deixaria? E quem dos inimigos poderia trazer danação ao Rei? NINGUÉM. O SENHOR é a minha Salvação. O Deus pessoal sendo o Deus de pessoas. Eu tenho que identificar a minha pessoalidade para com Deus. Temos entretanto essa confissão?

Teremos nós essa esperança, expectativa em fé, tal qual Davi?

O Problema é que morremos de medo do “AINDA QUE…” Fazemos confissões e mais confissões de fé, mas quando o AINDA QUE se apresenta, parece que a nossa fé se esvai e vai de nossa caminhada existencial.

Estamos prontos para o AINDA QUE dessa nossa jornada? Ou o AINDA QUE nos aparece e ficamos a deriva dos ventos da incerteza?

Muitos cristãos orariam para o AINDA QUE ficarem longe deles. Muitos cristãos adeptos da falaciosa teologia da prosperidade, fugiriam do AINDA QUE das demandas existenciais.

Poderemos então fazermos a confissão do AINDA QUE?

Essa é minha meditação nessa noite quente de Setembro, sabendo que muitos AINDA QUE virão ainda para minha curta jornada aqui na terra.

Na Luz do Salvador,

Mário Celso

Verborragia Virtual




Nesse mundo de turbilhão de informações, linguagens em múltiplas dinamicidades, onde em qualquer lugar e tempo posso digitar o que penso e que não penso, somos compelidos a expressar as nossas palavras que fluem e logo as queremos externar nas nossas redes de relacionamentos, nos nossos guetos modernos, nos nossos mundos virtuais...

Todo mundo quer falar...Todos querem opinar, todos querem verbalizar emoções, estamos sempre com a resposta na ponta da língua...Um mundo globalizado veio e com elas as nossas inquietações de palavras...Há um frenesi exponencial de falar, falar,falar. Nada de quietude, nada de meditações, não há em nós um sossego de alma.

O nosso tempo de calar (Ec. 3.7) findou-se com a chegada das demandas sociais virtuais. A Palavra da Sabedoria nos aponta que o silêncio é a boa arma da prudência. " Portanto, o que for prudente guardará silêncio naquele tempo, porque o tempo será mau" Amós 5.13

A nossa consciência cristã, bem como a toda a caminhada é sempre a percepção de que ouvir é bem melhor do que falar. Ouvir a vida nos dizer, ouvir a absoluta verdade do Absoluto. É está calado. " Mas o SENHOR está no seu santo templo; Cale-se diante dele toda a terra"... Já nos informava o profeta Habacuque.

Portanto, cale-se diante dEle toda a arrogância humana, cale-se todas as razões e pretensões.." Cale-se, toda a carne, diante do SENHOR, porque Ele se levantou da sua santa Morada" (Zacarias 2.13).

Temos que aprender com o Mestre, que não se exaltava e nem fazia alardes de sua Voz na praça, que foi oprimido, humilhado mas não abriu a sua boca, que perante um sacerdote surtado nada respondeu, guardando em silêncio tudo. E mesmo diante dos discipulos Ele afirmava..."já não falarei muito convosco..." e que ainda várias vezes ordenou silêncio a todos que fazia o bem.

Voltando ao que disse no começo, somos compelidos a falar...As redes sociais nos impulsionam...Não é errado se expressar, posto que se assim fosse, serei contraditório. Porém o meu questionamento gira em torno dessa nossa verborragia insistente . Uma logorréia de frases, atitudes e comportamentos com muitos anexos e sem nexos...

É todo mundo se "youtubando" a fim de serem aplaudidos pelos números de exibições da nossa vaidade moderna....O que se agigantam no mundo virtual as vezes não passam de mosquitos no mundo real... Nas cacetadas da vida!

Encerro com as palavras do sábio Salomão "Aquele que possui conhecimento refreia as suas palavras, e o homem de entendimento é de espírito sereno" (Provérbios 17.27)










Em Cristo,











Mário Celso

Desligando-se


Carta de desligamento da Igreja Evangélica Assembleia de Deus



À IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS Teresina-PI

Att.: Congregação Parque Piauí e amados irmãos em Cristo Jesus:

Venho por meio desta comunicar meu desligamento dessa conceituada igreja e expressar meus sinceros sentimentos a todos os meus irmãos.

APRESENTAÇÃO:

Foi através dessa igreja, que ouvi e Palavra do Evangelho e a ela me entreguei no dia 22 de Maio de 1994, tornei-me membro dessa comunidade no dia 07 de Agosto do mesmo ano, tornando público a minha decisão. Fui chamado ao ministério local em Janeiro de 2001, tornando-me auxiliar do pastor. No ano de 2005 passei ao diaconato e no ano de 2008 ao presbitério, posição essa que assumo deste então. Essa decisão não foi realizada sem antes ter apresentado a Deus em oração e súplica, com muita sobriedade e equilíbrio. Apresento à Igreja Assembleia de Deus, bem como a minha querida congregação no Bairro Parque Piauí com toda a sua liderança as razões pelos quais estou tomando.

Um dos motivos que norteiam esta decisão não são de ordem partidária, política ou de aspirações ministeriais, mas são de cunho primeiramente estritamente pessoal e de consciência. Como disse um servo de Deus no passado: “Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é nem correto nem seguro”

O Apóstolo Paulo sempre se preocupou a apresentar diante de Deus e dos homens uma consciência pura, atitude essa que também demanda da minha pessoa. Saliento que não há nada pessoal contra seus membros ou líderes. De mim não virá nada do seja indecoroso ou desonroso no que tange ao nome dessa amada comunidade, da qual servi durante 17 anos da minha caminhada. Tenho por grande e máxima consideração e estima a muitos de meus queridos irmãos e de pessoas com amor sincero expressam a mim.

PONTO SECUNDÁRIO, que é o ápice dessa minha decisão, é de fato o politicismo, que é a filosofia política adotada pelas igrejas Assembleias de Deus isso no contexto em geral. Isso vem me causando um certo incômodo, pelas arbitrariedades, manipulações, partidarismos sendo essencialmente o príncipio de governabilidade sustentada pela liderança. Eu julgo ser isso o anti-evangelho, uma contradição de princípios tão simples e explícitos na vida de Jesus e de seus discípulos. PONTOS IMPORTANTES

1. Deixo claro que a minha firme decisão do meu desligamento, não resulta da minha negação à fé cristã, e nem dos princípios bíblicos.

2. A minha vivência com Deus bem como a prática da sua Justiça será a minha escolha permanente em toda a minha vida

3. A minha saída, não significa nenhum ato de rebeldia, ira ou discórdia para com todos os líderes

4. Reitero mais uma vez que a minha decisão é estritamente pessoal e de consciência, uma vez que não a quero ferir e nem tampouco a dos meus irmãos.

5.Essa minha decisão, não diminuirá o meu amor ao Evangelho de Cristo, posto que da Palavra vem o meu alimento diário, e nem extinguirá a pulsão de dentro de mim de expandir o Reino de Deus.

6. Deixo portanto um pedido a todos os irmãos, que em nome de Jesus, não divulgue de forma errada a minha decisão e nem me considere como inimigo, cito o que o nosso Amado Senhor e Salvador Jesus Cristo nos ensina que todos os mandamentos se resumem em apenas dois. Amarás a Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como a ti mesmo. (Mc 12:30:33). E que também o “ reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”. O árbitro dessa minha iniciativa, é a PAZ de Cristo. “Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos.” Colossenses 3.15

Concluo dizendo que a minha partida não é resultado de amargura, de ego adoecido ou coisas dessa natureza, apenas livre opção de não continuar congregando com os demais irmãos sem nenhuma mágoa ou rancor. No momento, não tomei nenhuma decisão em que igreja, ou comunidade irei congregar com toda a minha família, sei que em breve estarei com algum grupo de irmãos que confessam o Nome de Jesus, no lugar em que eu julgar ser o melhor para todos da minha casa. Espero contar com a compreensão dos meus amados irmãos

Minha casa estará aberta para receber todos os meus irmãos com muito respeito e afeição a todos.

Essa é a minha decisão! Não tenho mais dúvidas a respeito disso, estou resoluto e sei que é um dos momentos mais difíceis para ser tomado, e sei também que aquilo que Deus começou em mim na Assembleia de Deus irá terminar em um outro lugar, que somente Ele sabe!

No Amor de Cristo,

Mário Celso Santos Almeida

Graça e Paz de Nosso Amado Salvador e Senhor Jesus Cristo



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